Exegese
x Eisegese
Enquanto
a exegese consiste em extrair o significado de um texto qualquer,
mediante legítimos métodos de interpretação; a eisegese consiste
em injetar em um texto, alguma coisa que o interprete quer que esteja
ali, mas que na verdade não faz parte do mesmo. Em última
instância, quem usa a eisegese força o texto mediante várias
manipulações, fazendo com que uma passagem diga o que na verdade
não se acha lá.
Tendo
em conta o acima exposto, quanto a interpretação dos Evangelhos
devemos ter em conta a Teoria Humoral.
A
Teoria humoral (ou teoria dos quatro humores) constituiu o principal
corpo de explicação racional da saúde e da doença entre o século
4 a.C.
e o século 17.
Segundo
o predomínio natural de um destes humores na constituição dos
indivíduos, teríamos os diferentes tipos fisiológicos: o
sanguíneo, o fleumático, o bilioso ou colérico e o melancólico.
Esta
teoria em desuso hoje em dia quanto a saude e comportamento dos
indivíduos, deve se levada em consideração quanto a leitura dos
Evangelhos, poi se analisarmos os quatro Evangelhos dizem
praticamente a mesma coisa, usando palavras com figurativos
aparentemente diferentes para poder atingir o modo de raciocinar dos
homens de acordo com os humores, pois eles ditariam o modo de agir e
de pensar.
Em
relação aos Quatro Apóstolos: os temperamentos melancólico,
sanguíneo, colérico e fleumático são incorporados,
respectivamente, por São João, São Pedro, São Paulo e São
Marcos.
Portanto
podemos ver que ao interpretar os escritos sagrados devemos levar em
consideração os costumes e o modo de pensar das pessoas da época,
e, ainda mais de quem escreveu.
Humor
|
Elemento
|
Nome
antigo
|
Nome
moderno
|
Características
antigas
|
Sangue
|
Ar
|
Sanguíneo
|
Artesão
|
Corajoso,
prestativo, amoroso
|
Bílis
amarela
|
Fogo
|
Colérico
|
Idelista
|
Irritadiço,
agressivo
|
Bílis
negra
|
Terra
|
Melancólico
|
Guardião
|
Desanimado,
inquieto, irritadiço
|
Fleuma
|
Água
|
Fleumático
|
Racional
|
Calmo,
racional
|
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