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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Criação Mental - Continuação 14


O primeiro requisito.
A propósito do desejo, o primeiro ponto ou requisito é que você deve tomar consciência clara e segura do mesmo. Isto é, ante a pergunta, "que desejo criar?", você deve chegar a uma resposta clara no sentido de saber exatamente qual é a natureza do seu desejo, e segura no sentido de ter certeza (sentir sem vacilação) de que quer de fato que ele se realize na sua vida.


Com a sua inteligência, você mesmo pode desenvolver as implicações deste primeiro requisito da criação mental quanto ao desejo. Deve mesmo fazê-lo, a fim de assimilá-lo por experiência e trabalho pessoal (a experiência é o caminho para o verdadeiro conhecimento, aquele que tem condição de aplicar com segurança e eficácia; fora disto, o que se tem é informação, um importante passo preliminar, mas sem o poder pessoal para realizar). Aliás, você deve agir assim para com todos os requisitos e passos da criação mental. Você é inteligente (ou não estaria interessado neste curso); o resto é questão de trabalhar.
Em todo caso, vamos evidenciar melhor este primeiro requisito, com um exemplo (faremos isto sempre que possível). 

Uma pessoa vive sozinha e sente um vago desejo ter um companheiro (homem ou mulher, conforme o caso). Não sabe bem se deseja casar, isto é, assumir um compromisso com vínculo jurídico e todo o envolvimento próprio da situação de casamento. A natureza do desejo não está definida, não está clara. Essa pessoa não deve ainda tentar uma criação mental neste sentido. Como providência preliminar, deve aproveitar momentos de folga ou lazer para "pensar no assunto". Isto envolve pensar propriamente, ou seja, analisar as várias possibilidades desse tipo de desejo, quanto a seus interesses e suas conveniências. Além disso, envolve também o abandono da mente a uma atitude ou um estado passivo, com naturalidade, na intenção de sentir claramente a natureza do desejo. Se o desejo não está claro, isto se deve a que o impulso interno do indivíduo não está definido. 

A racionalização das possibilidades ajuda a necessária definição, fornecendo dados ou elementos à elaboração interna (subconsciente) do problema, até que o impulso possa se definir conforme a natureza ou estrutura psíquica do próprio indivíduo e se manifestar à sua mente consciente como um desejo claro. Isto é importante, porque assuntos deste gênero não podem, ou pelo menos não devem ser resolvidos por alguma "tabela lógica", com abstração dessa natureza ou estrutura psíquica individual. É da vida de certo indivíduo que se trata, e não da vida de um ser humano "médio" ou hipotético. Definindo-se então o impulso interno, o indivíduo poderá sentir claramente o desejo. 
 
Suponhamos, então que a pessoa do nosso exemplo sentiu claramente o desejo de casar (é de fato isto que ela quer). Mas sente-se hesitante quanto à introdução deste fato na sua vida. Por um lado, deseja realmente casar; por outro lado, hesita ante a preocupação com as modificações que isto traria ao seu modo de viver, etc. Então, seu desejo é agora claro, mas ele vacila, não está seguro de que deve mesmo tomar providências para casar. Do mesmo modo que para a definição clara do desejo, deve adiar a criação mental enquanto trabalha para alcançar a necessária segurança.

Neste ponto do curso, estamos estudando os requisitos da criação mental quanto ao desejo a ser por ela concretizado. Desde já, comece a se preparar para sua primeira criação mental, como aplicação prática do curso. Para isto, faça uma relação escrita de vários ou muitos desejos que quer ver concretizados em sua vida. Não faça qualquer julgamento dos mesmos nem se preocupe com sua viabilidade prática. Não se "policie" quanto a esses desejos; escreva todos os que vierem à sua mente (naturalmente, desde que você de fato os tenha). E lembre-se de que esta lista é sua; você não terá de mostrá-la a ninguém (é mesmo recomendável que a guarde num lugar seguro, de modo que outras pessoas não a vejam e, portanto, não possam minar sua segurança pessoal com observações negativas nem criticá-lo ou zombar de você por causa de desejos que elas considerem reprováveis ou "ridículos"). 
 
À medida que for estudando os requisitos do desejo para fins de criação mental, vá riscando (eliminando) os desejos que não satisfaçam esses requisitos. Em alguns casos você poderá manter o desejo, mas deverá fazer um ajuste na sua atitude em relação ao mesmo. O importante é que, no final desta parte do curso, você tenha um desejo (mesmo que tenham sobrado vários de sua eliminação) escolhido para sua primeira criação mental.




Continua.....

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