AMOR
À PRIMEIRA VISTA
Amar não é olhar um para o outro, é
olhar juntos na mesma direção.
Antoine de
Saint-Exupéry
1
- Existe o amor à primeira vista?
Salvo em
circunstâncias especiais, de almas afins, que se reencontram para
gloriosas experiências em comum, o amor não é uma aquisição “à
vista”. Melhor que seja uma realização “a prazo”,
desenvolvido e sustentado em longos anos de experiência em comum.
2 - Mas
não é freqüente as pessoas dizerem que logo no primeiro contato
encontraram o homem ou a mulher de suas vidas?
É
possível, mas também muitos viram o parceiro de sua vida
transformar-se em tormento dela, culminando com a separação.
3 -
Estavam equivocados?
Talvez existisse uma ligação
efetiva, fruto de experiências em comum no pretérito. Vieram para
consolidá-la, mas a relação deteriorou-se com o tempo.
4 - Por
isso costuma-se dizer que com o amor passamos o tempo e com o tempo
passa o amor?
O que passa é a paixão, o
amor-desejo, o amor-deslumbramento. Alguns quilos de sal consumidos
em comum e as pessoas começam a sentir que o parceiro não é tão
desejável e nada deslumbrante.
5
- O que seria, então, o verdadeiro amor? Lembro-me
da série famosa de publicações ilustradas, sob o titulo “Amar
é...”, envolvendo manifestações de afeto recíprocas. Do homem
para a mulher:
Amar
é conversar com ela; amar é entender seus momentos difíceis; amar
é lembrar de seu aniversário; amar é acompanhá-la ao médico;
amar é dar-lhe um descanso na cozinha... São incontáveis as
situações em que se enfatiza algo que o amante faz pela amada ou
vice-versa. Amar é isso - querer o bem de alguém.
6 - Mesmo
esse amor não se desgasta com o tempo?
Depende
das pessoas. O amor é como uma planta que se não for bem cuidada,
morre. Muitos casais, unidos por legítimos laços de afetividade,
acabam vendo o amor fenecer por falta de cuidado e atenção.
7
- Por
que isso acontece?
Porque
as pessoas se envolvem muito com seus negócios, seus interesses
pessoais, suas paixões, e não deixam espaço para cultivar o amor.
8
- Não
são as dificuldades de relacionamento que acabam por provocar as
tormentas do amor?
As pessoas se amam muito mas, de repente,
descobrem que são muito diferentes.
O
homem e a mulher se completam justamente porque são diferentes.
Pretender que tenham identidade plena de interesses e aptidões seria
contrariar a própria biologia. Se o amor for bem cultivado, com os
defensivos da compreensão, do respeito e da tolerância, não haverá
espaço para as ervas daninhas do desentendimento, que matam o amor.
Do Livro: NÃO PISE NA BOLA de RICHARD SIMONETTI
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