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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Criação Mental - Continuação 13


Objetivo da criação mental. 

 
Evidentemente, objetivo é aquilo que se quer realizar ou ter realizado. Em termos de criação mental, aquilo que se deseja criar (lembrando sempre o sentido com que estamos usando aqui a noção de criar). Em outras palavras, trata-se de determinar preliminarmente aquilo que se quer obter ou a situação que se quer alcançar ou viver. Isto é tão evidente que dispensa explicação detalhada. Em suma, se queremos fazer alguma coisa, precisamos saber ou estar conscientes do que queremos fazer. Ainda mais que estamos tratando de um ato criativo volitivo; precisamos então saber em que devemos usar a vontade na aplicação da técnica de criação mental.
Vários podem ser os tipos de objetivos de criação mental. Mas, por simplificação e atentando para o fato de que somos todos eminentemente egocêntricos (predominantemente interessados em nós mesmos e naquilo que se relacione diretamente conosco), vamos desenvolver nossos comentários, genericamente, em torno do objetivo mais comum; a concretização de um desejo pessoal. Mesmo objetivos altruísticos acabam redundando nisto. 

 
O desejo na criação mental. 
 
Todos "sabemos" o que é um desejo pessoal, por experiência direta. Isto é, temos senso comum do que é um desejo, porque temos desejos. Portanto, não vale a pena nos aprofundarmos na psicologia dos desejos, ou numa análise detalhada da natureza e do mecanismo dos mesmos. Principalmente agora que estamos nos aproximando da parte mais prática do curso, vamos de preferência fazer uso desses conhecimentos de senso comum; assim, nossos comentários poderão ser mais breves e baseados na experiência comum da vida, o que lhes dará um caráter mais prático. De passagem e analogamente, adiantamos que tentaremos fazer o mesmo com as instruções práticas para a criação mental, de modo que a técnica básica se torne o mais natural possível (já dissemos que a criação mental é natural no ser humano; não a inventamos "artificialmente"; apenas descobrimos as leis naturais que a regem e que nos permitem praticá-la volitivamente e ordenadamente). Do contrário, o estudante estaria tão ocupado e preocupado com a técnica que não conseguiria se colocar no estado interno (mental) necessário ao ato criativo. A técnica não é o fim; é um meio. Portanto, adiantamos desde já que ela não deve predominar na sua mente em forma de preocupação. Mesmo que não consigamos torná-la satisfatoriamente natural em nossas instruções, você deve procurar torná-la assim em sua prática.




Continua.....

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