Objetivo
da criação mental.
Evidentemente, objetivo é
aquilo que se quer realizar ou ter realizado. Em termos de criação
mental, aquilo que se deseja criar (lembrando sempre o sentido com
que estamos usando aqui a noção de criar). Em outras palavras,
trata-se de determinar preliminarmente aquilo que se quer obter ou a
situação que se quer alcançar ou viver. Isto é tão evidente que
dispensa explicação detalhada. Em suma, se queremos fazer alguma
coisa, precisamos saber ou estar conscientes do que queremos fazer.
Ainda mais que estamos tratando de um ato criativo volitivo;
precisamos então saber em que devemos usar a vontade na aplicação
da técnica de criação mental.
Vários podem ser os tipos
de objetivos de criação mental. Mas, por simplificação e
atentando para o fato de que somos todos eminentemente egocêntricos
(predominantemente interessados em nós mesmos e naquilo que se
relacione diretamente conosco), vamos desenvolver nossos comentários,
genericamente, em torno do objetivo mais comum; a concretização de
um desejo pessoal. Mesmo objetivos altruísticos acabam redundando
nisto.
O desejo na criação
mental.
Todos "sabemos" o
que é um desejo pessoal, por experiência direta. Isto é, temos
senso comum do que é um desejo, porque temos desejos. Portanto, não
vale a pena nos aprofundarmos na psicologia dos desejos, ou numa
análise detalhada da natureza e do mecanismo dos mesmos.
Principalmente agora que estamos nos aproximando da parte mais
prática do curso, vamos de preferência fazer uso desses
conhecimentos de senso comum; assim, nossos comentários poderão ser
mais breves e baseados na experiência comum da vida, o que lhes dará
um caráter mais prático. De passagem e analogamente, adiantamos que
tentaremos fazer o mesmo com as instruções práticas para a criação
mental, de modo que a técnica básica se torne o mais natural
possível (já dissemos que a criação mental é natural no ser
humano; não a inventamos "artificialmente"; apenas
descobrimos as leis naturais que a regem e que nos permitem
praticá-la volitivamente e ordenadamente). Do contrário, o
estudante estaria tão ocupado e preocupado com a técnica que não
conseguiria se colocar no estado interno (mental) necessário ao ato
criativo. A técnica não é o fim; é um meio. Portanto, adiantamos
desde já que ela não deve predominar na sua mente em forma de
preocupação. Mesmo que não consigamos torná-la satisfatoriamente
natural em nossas instruções, você deve procurar torná-la assim
em sua prática.
Continua.....
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