A Fonte Eterna

Que a Fonte Eterna de Tudo Que Existe Seja Sempre a Nossa Meta

quinta-feira, 26 de julho de 2012

FÁBULA - O corvo e a raposa.


Um corvo pilhou um queijo, e com ele no bico foi pousar em uma árvore. Pelo cheiro atraída, acudiu uma raposa, e logo pensou que era ela quem deveria comer o queijo; mas como! a árvore era alta, e o corvo tem asas, e sabe voar. Recorreu pois a raposa às suas manhas: Bom dia, meu amo, disse; quanto folgo de o ver assim belo e sadio. Certo é que entre o povo alado não há quem o iguale. Dizem que o rouxinol o excede, porque canta maviosamente; pois eu afirmo que V. Exa. não canta porque não quer; se o quisesse, desbancaria a todos os rouxinóis. Contente por se ver com tanta justiça apreciado, o corvo quis mostrar que também cantava, e logo abre o bico, e cai-lhe o queijo, a raposa o apanha, e safa-se dizendo: Adeus, Sr. Corvo, aprenda a desconfiar das adulações, e não lhe ficará cara a lição pelo preço desse queijo.

MORALIDADE: Desconfiai quando alguém vos enche de elogios; o adulador escarnece de vossa credulidade, e prepara-se para vos fazer pagar um bom preço pelos seus elogios.

Criação Mental - Continuação 20


O que se deve visualizar.
Um outro aspecto importante da visualização diz respeito à situação propriamente dita que se deve visualizar. Simplesmente, deve-se visualizar uma cena conclusiva, representativa do objetivo. Costuma-se dizer que se deve visualizar a situação final. Mas isto é muito difícil de caracterizar, porque várias ou muitas cenas podem ser representativas dessa "situação final". 

O que é fundamental que se compreenda neste particular é que não se deve visualizar a maneira como a criação deverá se concretizar. Não se deve pensar no "caminho" e sim na "chegada". Isto é, nunca se deve visualizar qualquer aspecto ou fase dos meios capazes de levar ao fim almejado (a mente cósmica é que deverá decidir quais os meios e os caminhos a serem percorridos). A mente cósmica não pode errar! Daí a necessidade de visualizarmos somente o fim ou a situação final. 


Liberação - o terceiro passo da criação mental.

Trata-se agora, conforme o "mecanismo cósmico" da criação mental, da transferência da situação-objetivo para a mente subconsciente. Embora essa transferência tenda a se fazer automaticamente, graças às leis cósmicas em operação no aspecto mental do nosso ser, podemos e devemos tomar uma providência "positiva", para "impeli-la", "energizá-la" na fase inicial do processo. 

Temos um mecanismo interno, reflexo, condicionado pela nossa vida comum como seres físicos no mundo, que nos leva a uma atitude natural de desconfiança ou suspeita quanto a qualquer coisa ou situação que ainda não exista concretamente. Isto é praticamente inevitável, a despeito das teorias que tenhamos ou aceitemos conscientemente em contrário. Assim sendo, precisamos sobrepor a essa atitude sutil ou mesmo inconsciente de desconfiança, uma atitude de absoluta confiança! como se entregássemos uma carta ou um pacote a alguém e não nos preocupássemos mais com isso.


Continua.....

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Força do Pensamento

Acredito piamente que somos consequência do que pensamos, ao decorrer de nossas vidas transformamos energias, ao nos alimentar acumulamos esta energia que vai ser gasta de acordo com o que desejamos e focamos nossa atenção, essa é a idéia básica de nosso viver.

Na realidade não existe nada mais no universo do que energia, dividida em variadas formas, diferenciadas pelo seu teor vibratório, que as torna mais sutil ou mais material.

Ao nos alimentar condensamos (ou acumulamos energia) para que se tenha um potencial que possa efetuar algum tipo de trabalho, e este trabalho será o fruto de nossa atenção, acumulamos energia de forma quase que automática e a dispendemos da mesma forma, isto para aqueles que não tem conhecimento do funcionamento da fluência desta energia.

Vamos dar um dar um exemplo prático para ver se conseguimos entender, como diz o ditado “realizemos só” ou imaginemos que ao nos alimentar, respirar, nos assear, orar, meditar estamos acumulando energia, só que nossa capacidade de armazenamento estará diretamente ligada a condição de preparo do corpo físico e espiritual, quando tudo bem equilibrado a capacidade de acumulo de energia é boa, quando desiquilibrado esta capacidade é ineficiente, podemos dizer que é como um balde furado, que não consegue segurar a água que colocamos dentro dele.

Pois bem, tudo aquilo que fizemos ao longo de nossa vida consome energia, estar em movimento é consumir energia, ou em outra palavras “transformar energias”, cada um de nós tem uma capacidade específica e particular de fabricação, acumulação e transformação, (ou capacidade de gerar algo) então se decidimos caminhar estamos utilizando desta energia armazenada, se estamos olhando um filme, ou uma paisagem, ou seja focando nossa atenção visual em algo também estamos consumindo desta energia acumulada, o próprio processo de pensar também, igual a um computador, que precisa consumir energia para alimentar o HD, e quando se exige dele o consumo aumenta pelo trabalho que ele deve executar para nos dar a resposta.

Uma coisa bem interessante, que seguidamente se houve falar; “poxa, sai a passear com meu amor, fomos tirar umas férias, uma lua-de-mel, passeamos bastante, vimos tantas coisas bonitas, lugares maravilhosos, restaurantes chiquérrimos com um comida maravilhosa, mas sexo que é bem bom, muito pouco ou nada, não dá para entender”. Claro que dá, sexo é a maior válvula de escape de energia acumulada, e é ele que controla o exesso de energia para que ela não se torne perniciosa para o ser humano, agora, o excesso de práticas sexuais também esgota a capacidade de se construir muita coisa neste mundo.

Então pelo acima exposto podemos inferir que cada um de nós é uma usina geradora de energia, que de acordo com nossa sabedoria podemos ampliar a capacidade de transformação para que possamos fazer grandes trabalhos, mas para isso devemos saber como projetar e construir uma usina que seja adequada para grandes transformações, ou seja, dar ao nosso corpo as condições adequadas para que ele trabalhe de forma que não o danifique, pois sabemos que todo exercício fortifica os corpos, e este exercício também fortifica, e é a posta em pratica de conhecimentos que adquirimos ao longo da vida que nos dará a maestria e a capacidade de cada vez mais sermos capazes de fazer grandes trabalhos.

Também devemos aprender a fechar nosso foco em coisas que realmente queremos, pois na maioria das vezes nossos desejos são fogos de palha, olhamos, gostamos, adquirimos e deixamos de lado logo em seguida, ou seja, desperdiçamos energia em algo fútil.

Portanto o correto é sabermos como acumular energia, saber o que realmente queremos, focar nossa atenção em só uma coisa por vez, e, uma vez empreendida a tarefa não nos voltarmos a outra até esta estar consumada.

Somos deuses, estamos sempre criando, só que na maioria das vezes não nos damos conta disto, é um processo involuntário.

De posse deste conhecimento podemos dizer; se Eu Quero, Eu Posso e Eu Vou Conseguir!

Mas... Cuidemos com o que queremos, pois o que colhemos é um fruto que deveremos provar!

FÁBULA - O lobo e a garça.


Voraz, como sempre, um lobo, estando a comer, engoliu um osso. Ficou-lhe este atravessado na garganta, e o sufocava. Nesta aflição viu ele uma garça de compridíssimo pescoço, e suplicou-lhe que lhe valesse, prometendo mundos fundos, se lhe arrancasse o osso da goela. Compadecida a garça o fez. Livre o lobo recusou dar-lhe o que prometera. Ingrata, não vês que és tu que me deves retribuir a generosidade; dentro da minha boca esteve a tua cabeça, podendo apertar os dentes, deixei que te safasses! e queres paga! A garça calou-se: o que havia de fazer? Emendar a mão, e nunca valer a lobos.

MORALIDADE: Quantos na hora dos apuros tudo prometem aos homens, aos santos, a Deus e depois esquecem o prometido, e chasqueam de quem neles se fiou.

Discurso do ex-presidente da Coca-Cola



Discurso do ex-presidente da Coca-Cola feito em setembro/1996 na Georgia em um evento para os funcionários da Coca-Cola.


Imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são:
- seu Trabalho
- sua Família
- sua Saúde
- seus Amigos
- sua Vida Espiritual…

E você terá de mantê-las todas no ar.

Logo você vai perceber que o Trabalho é como uma bola de borracha. Se soltá-la,ela rebate e volta, mas as outras quatro bolas: Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma. Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida. Como?

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.

Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.

Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração. Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece desentido.

Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro. Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas. Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais. Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.

Não tema admitir que não é perfeito.

Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.

Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!

Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.

Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.

Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.

A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.”

Bryan Dyson

Lembre-se: “Ontem é história. Amanhã é mistério e HOJE é uma dádiva. Por isso se chama “presente” “.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FÁBULA - O bezerro e o boi velho.


Tinha um lavrador um boi já idoso, mestre no ofício de puxar carros; deu-lhe por companheiro um bezerro ainda mal domado e todo fogo. O boi velho viu um insulto em semelhante parceria: “Olha”, disselhe o lavrador, “não te emparelho com ele na minha estima; junjo-o contigo, para que com o teu exemplo aprenda, e melhor aproveite, as lições que lhe dará meu aguilhão; entretanto, como é ele robusto, poderás tu próprio deixar-lhe carregar o maior peso, e de tanto te acharás aliviado”.

MORALIDADE: Cumpre dar aos jovens boa companhia de homens circunspectos e com conhecimento de vida; uns e outros com isso aproveitam.

Criação Mental - Continuação 19


A situação objetivo.
Para fins práticos e por simplificação, podemos enquadrar todos os tipos de objetivo no termo genérica situação. Temos assim a situação de ter alguma coisa, a situação de visitar algum lugar (uma viagem), a situação de encontrar alguma pessoa, a situação de que alguém goze de boa saúde, ou seja, curado, a situação de vencer um hábito prejudicial ou indesejável, a situação de ser promovido, reconhecido pública ou socialmente, de conseguir um emprego, etc. Pois bem, a visualização consiste em viver mentalmente a situação-objetivo, com tudo o que faz parte, lógica e normalmente, dessa situação, quando ela existe de fato ou é real "fora da mente".

Sensações, pensamentos e emoções, na visualização.
Na descrição do "mecanismo cósmico" da criação mental, fizemos ver que o desejo realizado na mente consciente é tão real, na manifestação da energia psi, quanto é real na correspondente manifestação da energia mü, ou seja, materialmente, concretamente. Por isto mesmo nosso trabalho da visualização consiste em criarmos na mente consciente a situação-objetivo, de modo que ela seja tão perfeita quanto possível, como se a estivéssemos vivendo de fato em nossa vida concreta. 
 
"Viver mentalmente a situação-objetivo" com tudo o que faz parte dela quando concreta significa ver o que há para ver nessa situação, ouvir o que há para ouvir, sentir ao tato, ao paladar e ao olfato o que há para sentir destes modos, pensar o que é para pensar. Não é assim que vivemos as situações concretas da nossa vida? De que se compõem tais situações? De sensações, pensamentos e emoções. Os objetos, seres e fenômenos "externos" são causas que, na sua interação com o nosso ser, segundo as leis cósmicas, geram ou induzem sensações, pensamentos e emoções. Nossa vida é feita disso! Nossa vida é interna, mesmo no tocante as nossas situações concretas! Ora, o que desejamos com uma criação mental é em análise uma situação concreta em nossa vida.
Portanto, o que temos a fazer na visualização é evocar em nossa mente consciente (fazer acontecer nela) as sensações, os pensamentos e as emoções próprios da situação que temos como objetivo. 
 
Esperamos que você tenha entendido bem a nossa definição de visualização. É muito importante que você faça exercícios de visualização. Não se desencoraje se não conseguir êxito nas primeiras tentativas. Só com a prática a visualização poderá se tornar uma coisa fácil. O importante é que pratique essa arte de ver interiormente - na sua mente. E tenha sempre presente que se trata de ter ou evocar a sensação de ver, e não de ver propriamente, como acontece quando você vê algo fora de sua mente com os olhos abertos.
Você deve também trabalhar com a sensação de ouvir. Quando estiver desocupado, em qualquer situação ou lugar, preste atenção a algum som ou ruído do ambiente e, depois que ele tiver cessado, procure evoca-lo em sua mente. Você poderá fazer isto mais sistematicamente em casa, usando trechos de música.
Enfim, o mesmo procedimento básico pode ser usado com os demais sentidos físicos (tato, paladar e olfato). O fundamental é o desenvolvimento da capacidade de evocar sensações físicas como se elas estivessem de fato ocorrendo por estimulação real dos sentidos. 
 
Naturalmente, você deve ter percebido que, neste gênero de trabalho, é preciso introverter a consciência, isto é, dirigir a atividade mental "para dentro". Por isto é importante que você esteja razoavelmente descontraído (relaxado), tranquilo, e fisicamente inativo. Aliás, você já fez este tipo de trabalho mental muitas vezes na sua vida quando se abstraiu espontaneamente do ambiente e "sonhou acordado". É isto mesmo que deverá fazer no trabalho de visualização para criação mental, com a diferença de que estará então deliberando dirigir sua atividade mental "para dentro" (e também com a diferença de que não estará meramente "sonhando acordado"). Assim, o trabalho deverá ser feito com a maior naturalidade possível, sem preocupação com alguma técnica complicada de relaxação ou qualquer outra. Estude bem a técnica de visualização antes de começar a fazer seus trabalhos de criação mental, para que ela fique bem registrada ou implantada em sua mente. Mas, no momento de visualizar, aja com naturalidade, como se estivesse agindo de maneira espontânea, assim como faz tantas outras coisas em sua vida diária. 
 
A necessidade de sentir assenta sobre o que podemos entender como uma relação ou correspondência direta entre emoção e a energia psi, isto é, a emoção é a manifestação, ao nível de nossa consciência, do trabalho da energia psi. Podemos assim supor que ela é, por um lado, um sinal de que esse trabalho está sendo realizado; e, por outro lado, uma vez de fato evocada, ela atua como um "gatilho" para desencadear e reforçar esse trabalho. Portanto e finalmente, até o pensamento, na visualização, deve ter o seu "conteúdo de emoção". Com efeito, é possível pensar em ser admitido em uma empresa, por exemplo, com o menor resultado do ponto de vista de criação mental, a menos que esse pensamento acabe desencadeando uma verdadeira visualização. 
 
Daí a inutilidade de se ficar repetindo "friamente" afirmações padronizadas para qualquer fim.
Esperamos que este trabalho tenha lhe dado uma boa noção do que é sentir na visualização e da necessidade disto para fins de criação mental. Mas há um ponto ou aspecto da nossa terminologia, neste curso, que é conveniente abordar agora. 
 
Como o substantivo correspondente ao verbo sentir é comumente sensação, queremos chamar sua atenção para o fato de que estamos usando este substantivo, deliberadamente, com dois significados: um específico e restrito e, o outro, genérico. Em ambos os casos, porém, persiste a idéia de sentir na mente consciente. O significado restrito é o do fenômeno de percepção decorrente do funcionamento dos sentidos físicos (visão, audição, etc). Já falamos, assim, na sensação de ver, de ouvir, e assim por diante. O significado genérico se aplica tanto a esses sentidos físicos (percepções sensoriais) como a pensamentos e emoções. 
 
O ponto importante, aqui, é você se conscientizar bem da necessidade de sentir em todas as funções mentais que deverá usar na visualização. Isto é particularmente difícil e sutil no caso do pensamento, de modo que merece uma explicação um pouco mais detalhada, reforçando o que já foi dito a este respeito.
Você já deve ter tido a experiência de sentir em sua mente uma idéia ou um conjunto de idéias e não encontrar palavras para expressá-las. É comum ouvirmos alguém dizer: "eu estou sentindo isso dentro de mim, mas não sei como explicar". É também comum duas pessoas discutirem por causa das palavras que usam para expressar seu pensamento; ambas estão pensando a mesma coisa, mas, nas palavras que usam, estão estabelecendo diferenças de expressão do pensamento. Estes dois casos demonstram que o pensamento puro é uma coisa e sua expressão verbal, através de palavras, é outra. É claro que o nosso pensamento se realiza inevitavelmente através de palavras; já não somos capazes daquele pensamento puro, como deve ter sido o ser humano antes de inventar e desenvolver sua linguagem verbal (pense nisto!).
Chegamos até a complicar, prejudicar ou bloquear nosso processo de pensamento, por termos dificuldades com as palavras. 
 
Por isto estamos procurando induzir ao que temos chamado de "sentir o pensamento" ou à "sensação de pensar", mesmo com o uso simultâneo de palavras (que você não poderá evitar). E é nesse "pensamento puro", nessa "sensação de pensar", que está à energia necessária a desencadear o mecanismo natural da criação mental. 
 
Por outro lado, como última advertência, não faça disto uma preocupação. Pense muito nisto e faça exercícios, antes de visualizar; no momento de fazê-lo, porém, esqueça todas as preocupações e teorias e aja com naturalidade.


Continua.....

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FÁBULA - A águia e a raposa.


Uma águia tinha filhos; para os alimentar, apanhou os filhos de uma raposa. A aflita raposa suplicou, instou; nada conseguiu. Altiva e desdenhosa, a águia zombou dos seus rogos, e preparou-se para devorar os raposinhos. Então a raposa valeu-se de bem inspirado estratagema: começou a cercar com muita palha e folha seca a árvore em que tinha a águia o ninho, e pôs-lhe fogo. Vendo-se ameaçada pela labareda, e reconhecendo que perdidos estavam os seus filhos, a águia pediu paz; entregando os raposinhos, a
conseguiu.

MORALIDADE: Forte ou poderoso não ofendas a quem supões fraco; pois hás de ter um lado vulnerável, e o fraco saberá descobri-lo.

O Egoismo


O egoismo nos dias de hoje toca a cada um de nós de maneira mais intensa, e é difícil encontrar aquele coração que esteja livre totalmente dessa "chaga que corrói a humanidade".

O egoísmo cega aquele que o possui e o que para ele, o egoísta, é natural para aqueles que com ele convivem muitas vezes é fator de infelicidade.

Conviver com alguém que tenha todos os seus objetivos voltados para si mesmo é algo bem doloroso. Diga quem tenha em sua família, dentro da sua área profissional, ou da sua esfera de relação social um coração bastante egoísta. Ele será aquele que sempre tentará fazer com que os fatos e as pessoas girem em torno de si, independente de quem venha magoar.

Algumas vezes, essa pessoa não se dá conta, sendo necessário que alguém, junto a ela, a ajude a perceber o que ela faz. Quando existe nela um desejo sincero de modificação, ela até irá refletir e, por si mesmo, avaliar suas atitudes procurando uma mudança de atitude. Mas, se esta pessoa traz em si o sentimento de egoísmo muito arraigado, dificilmente aceitará a opinião de qualquer pessoa, ainda que seja uma pessoa querida.

O egoísta sofre, de uma certa forma, com as suas próprias ações, mas, geralmente, coloca a culpa deste sofrimento nas pessoas que com ele convivem e que não compreendem suas intenções que, para ele, são as melhores possíveis.

No dizer dos guias espirituais, os homens de fé e perseverantes no bem estão encarregados de extirpar do coração humano este sentimento. Mas como combatê-lo se temos dificuldade de perceber quando estamos sendo egoístas?

Vamos lembrar que Jesus já nos ensinava que "Não devemos fazer com os outros o que não gostaríamos que fizessem conosco".

Raciocinando e sentindo assim, seria bem mais fácil observarmos quando estaríamos sendo egoístas, mas o egoísta se esquece de três leis importantes da natureza:

A Lei de Sociedade; a Lei de Liberdade e a Lei do Progresso.

Ele está esquecendo a Lei de Sociedade quando, na busca incessante de viver o "melhor" para si, muitas vezes deixa de dividir sentimentos, aprendizados e até coisas materiais com o próximo. Ele tem dificuldade de perceber que pode, e deve, porque está na Lei de Deus, dividir tudo que tenha com o seu próximo. Dividir seu tempo, seus sentimentos, seu saber, tudo.

Relembrando a Parábola dos Talentos, o servo que ficou com o talento enterrado foi mandado para as trevas onde haveria prantos e ranger de dentes. 
 
Podemos interpretar o egoísta como sendo alguém que encerra todas as suas possibilidades e, mais tarde, quando mais amadurecido, percebe o que deixou de viver, sente-se como o servo da parábola citada.
Sabemos que é necessário mais coragem para vencer a nós mesmos do que vencer os outros, mas precisamos reunir esforços para combater dentro de nós esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho que é a fonte de todas as misérias.

O egoísta infringe a Lei de Liberdade quando estando junto a outra pessoa, procura sempre ocupar o seu "espaço" sem deixar que ninguém usufrua qualquer coisa desse mesmo espaço. Podemos representar esse "espaço" como tudo que essa pessoa tenha, ainda que sejam coisas que, naturalmente, possam ser divididas.
Uma outra face desse desrespeito a Lei de Liberdade é quando o egoísta pensa que pode ouvir o som na altura que desejar, usar um veículo da maneira que melhor lhe apraz, desrespeitando as regras de trânsito e sociais.

Quando, na convivência em ambientes coletivos tenta, desrespeitosamente, passar sempre a frente de outro, não respeitando os direitos dos demais.

E ele também infringe a Lei do Progresso quando não procura o caminho para a sua melhora ou ajudar o progresso de outro pois, que agindo egoisticamente, está negando a caridade e, conseqüentemente, colocando obstáculos ao progresso.

Todo ser humano busca a felicidade.

Para ele o, egoísta, a felicidade é ver seus desejos satifeitos.
Mais adiante, algumas vezes, até abandonado pela própria família ele pode perceber que não construiu felicidade alguma.

Isso pode dar-se quando ainda se encontra encarnado quando terá a oportunidade, se assim desejar, de modificar as suas atitudes, mas é lamentável quando este despertamento acontece no mundo espiritual.
Relembrando André Luiz que ficou oito anos no Umbral e, ele próprio, narra em seus livros que foi um homem que na Terra viveu exclusivamente para si, apesar da aparência de bem atender a família e a sociedade. Como conseqüência, durante esses oito anos, ele não via ninguém a sua volta no mundo espiritual. Resultado de uma vida voltada somente para si.

Vamos lembrar que, no texto de hoje, Emanuel traz a figura de Pilatos que lava as suas mãos dizendo: "Que me importa" Esse é o pensamento do egoísta.

Nesse momento, ele deixa que Jesus seja julgado pela multidão, fugindo à sua responsabilidade como representante do poder romano, perante a sociedade da época.

Jesus nos deu, nesse momento, o Exemplo da caridade, aceitando com resignação as conseqüências deste ato.

Relembrando, cabe aos homens de fé e perseverantes no bem, com seus esforços, trabalhar seus exemplos para que, ainda que pôr disciplina, saibam dar exemplos vivos de altruísmo.
A sociedade atual muito necessita desses exemplos, para que as criaturas sintam-se fortalecidas na fé que trazem em Deus.

Muitas vezes um pequenino exemplo toca muitos corações e refortalece a fé naqueles nos quais a fé se encontra enfraquecida.

Emmanuel encerra o item dizendo-nos: "Expulsai o egoísmo da Terra para que ela possa subir na escala dos mundos, porque é chegado o tempo em que a humanidade deve vestir o seu traje viril e, para isso, é preciso em primeiro lugar, expulsar o egoísmo dos vossos corações.”

Todos nós temos certeza que com a ajuda dos benfeitores espirituais, aquele que, sinceramente, desejar poderá, pouco a pouco, vencer o seu egoísmo.


Encerramos o nosso comentário, relembrando o conselho dado por Santo Agostinho, na questão 918 do Livro dos Espíritos, onde este amoroso espírito nos convida a nos auto-questionarmos todas as noites se alguém tem algo contra nós.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FÁBULA - O galo e a raposa.


Vendo aproximar-se uma raposa, um galo trepou com as galinhas a um alto pinheiro. A tanta altura não podia alcançar o malfazejo bicho, procurou pois valer-se da astúcia. “Olá! Sr Galo, disse, de que tem medo? porque sobe tão alto? pois ignora que está feita a paz eterna entre todos os animais! pois ainda não lhe foi comunicada tão grata noticia? Neste caso, quero alvíssaras. Ora desça, abracemo-nos, festejemos este dia de universal reconciliação”. 

Percebeu o galo a mentira; dissimulando porém, e não se dando por achado: Muito folgo com a notícia, respondeu, e já desço para mostrar-lhe o meu contentamento: mas aí vem chegando uns cães, junto com eles melhor festejaremos tão bela paz.

Aí vem cães?” disse a raposa; “pode ser que os malditos ainda não saibam da paz”. E safou-se mais ligeira do que tinha vindo.

MORALIDADE: Não crer de leve é o conselho da prudência; reconhecendo a impostura, dissimular é o melhor meio de evitá-la.

Futuro Previsto



Eis a minha previsão para o futuro, escreve o biólogo inglês J. B. S. Haldane: Aquilo que não foi será. E ninguém está protegido! A matéria libera sua energia e o caminho dos planetas abre-se. Semelhantes acontecimentos parecem sem paralelo na história.

Vivemos um momento em que a história retém o fôlego, em que o presente se desliga do passado assim como o iceberg quebra os laços que o prendiam às falésias de gelo e desliza sobre o oceano sem limites.

Se o presente se desliga do passado, trata-se de uma ruptura, não com todos os passados, não com os passados que atingiram a maturidade, mas com o passado recém-nascido, quer dizer, com aquilo a que chamamos a civilização moderna.

Esta civilização saída da efervescência das idéias do século XVIII, que desabrochou no século XIX, que espalhou os seus frutos pelo mundo inteiro durante a primeira metade do século XX, está prestes a deixar-nos sem rumo. Sentimo-lo a cada instante.

Estamos na época da ruptura. Ora nos apresentamos como modernos atrasados, ora como contemporâneos do futuro. A nossa consciência e a nossa inteligência dizem-nos que são coisas completamente diferentes.

As idéias sobre as quais a civilização moderna assentou estão gastas. Neste período de ruptura, ou antes de transição, não devemos nos admirar muito se o papel da ciência e a missão do sábio sofrerem profundas alterações.

Quais serão essas alterações? Uma visão oriunda de um passado longínquo pode permitir-nos esclarecer o futuro. Ou, mais precisamente, pode refrescar-nos a vista para a pesquisa de um novo ponto de partida.

Então quem viver de recordações do passado estara sendo esmagado pela engrenagem do tempo, pois nos dias de hoje devemos estar com o pé esquerdo no presente e o direito no futuro, devemos estar sempre atentos, e prontos para aprender, senão nos tornamos dinossauros do século XXI.

terça-feira, 10 de julho de 2012

FÁBULA - O pavão e Juno.


Um formoso pavão excitava com a beleza das suas penas a curiosa atenção de alguns homens que o estavam admirando, e que lhe não poupavam gabos. Súbito ouviram estes o cantar de um rouxinol, e logo tudo esquecendo, procuram chegar-se para o lugar de onde partiam tão suaves melodias. Abandonado, o pavão encheu-se de raiva, e queixoso foi ter com Juno. Porque há de um passarinho, feio e sem graça, cantar melhor do que eu; porque me não deste a voz do rouxinol? perguntou. Não sejas ingrato, respondeu lhe Juno; cada animal tem suas prendas, nenhum tem tudo; à águia coube a força, ao rouxinol a voz, a ti essa plumagem recamada de estrelas e de esmeraldas; não és dos mais mal aquinhoados. — Sim; mas quisera cantar como o rouxinol, tornou o pavão.
MORALIDADE: Poucos se contentam com o que têm, todos invejam o alheio, e assim se fazem desgraçados.

Criação Mental - Continuação 18


Objetivo da criação mental – conclusão.
Dispensamos toda esta consideração ao desejo porque ele é o elemento nuclear do objetivo de uma criação mental. Qualquer que seja o objetivo, ele há de ter como ponto de partida algum tipo de desejo.
Por conseguinte, nosso objetivo na criação mental deve ser, genericamente, de obter alguma coisa, alcançar e viver alguma situação, ou promover algum bem na vida de alguma pessoa, de algum grupo de pessoas ou mesmo da humanidade em geral, a partir de um desejo que satisfaça os requisitos já apresentados. Esse objetivo, portanto, deverá estar perfeitamente determinado, como primeiro passo do trabalho de criação mental. 
 
É evidente, à luz do que já expusemos a respeito do desejo, que essa determinação do objetivo poderá durar horas, dias, semanas ou mais tempo, conforme o caso. Por isto achamos conveniente considerarmos este passo preliminar à criação mental propriamente dita. Em todo caso, o primeiro passo, portanto, é: 
 
<determinar clara e firmemente o objetivo da criação mental>. 
 
visualização - o segundo passo da criação mental.

Para muitas pessoas, este termo tem o inconveniente de sugerir o uso estrito da sensação de ver (visão). outras preferem o termo mentalização, que por sua vez, para outros indivíduos ou grupos, é também inconveniente por ser vago indefinido. O fato é que é muito difícil encontrar uma palavra que expresse perfeitamente esse trabalho interno. Uma expressão que se aproximaria melhor do que de fato se deve fazer nesse trabalho seria vivência mental, por razões que se evidenciarão quando descrevermos este trabalho ou o ato criativo. Mas tem o inconveniente de ser composta de dois vocábulos, de ser algo incômoda para usar com muita frequência. Por isto ficaremos mesmo com visualização, desde já eliminando da mente do estudante a sugestão de trabalho estritamente visual.


Continua.....

quarta-feira, 4 de julho de 2012

FÁBULA - O leão e o burro.


Ia um burro ufano de si, pois o arrieiro lhe havia posto campainhas, cascavéis e penachos, e o coitado achava-se formosíssimo. Encontrou um leão: “Tira-te daqui, disse-lhe arrogante, não me embaraces o caminho”. O leão parou vendo tanto atrevimento, irresoluto se o devia castigar: por fim sorriu-se, e disse: “Não; carne tão vil desdouraria as minhas garras”. Riu-se outra vez e foi-se.
MORALIDADE: Há insolências que partem de tão baixo, e a tão alto se dirigem, que só o desprezo merecem.

Criação Mental - Continuação 17


Sexto requisito.
Finalmente, como é claro para toda pessoa inteligente e razoável, o sexto requisito é que o desejo deve ser realístico. Nossas funções naturais de desejo e imaginação não têm nenhuma disciplina intrínseca relativamente à realidade da vida. Isto é, podemos desejar qualquer coisa e imaginar qualquer coisa! mas já frisamos que as manifestações no cosmos seguem as leis que regem as propriedades do campo cósmico. A natureza não é arbitrária. Ora, todos temos características e limitações individuais e é em conformidade com elas que essas leis podem operar no sentido de nossas criações mentais. 
 
Por outro lado, não conhecemos todo o potencial do nosso ser! pelo contrário, conhecemos bem pouco desse potencial. Todo indivíduo é potencialmente capaz de muito mais do que sabe que é capaz de fazer e conseguir. 

Além disso, mesmo dentro do que o indivíduo conhece de si próprio, circunstâncias adversas ao seu desejo, que escapam ao exercício direto da sua vontade, podem ser favoravelmente modificadas pela criação mental. Por conseguinte, é justo e correto que ele deseje para além das possibilidades pessoais imediatas que conhece; do contrário estaria se reduzindo às possibilidades normais de seus esforços objetivos. O importante, aqui, é que ele seja razoável, no sentido de verificar se o seu desejo é viável. 
 
Não se ganha nada em levar a teoria da criação mental a um extremo absoluto; nossa vida não é absoluta e, assim, a imaginação desenfreada é uma possibilidade natural que devemos vigiar, se queremos fazer criações mentais viáveis. 
 
Não há como se estabelecer normas específicas para o que seja um desejo razoável para além das possibilidades conhecidas de um indivíduo, no emprego máximo do seu potencial. Isto, evidentemente, é função do discernimento do próprio indivíduo.


Continua.....

segunda-feira, 2 de julho de 2012

FÁBULA - As pombas e o gavião.


Perseguidas pelas aves de rapina, as pombas julgaram conveniente valer-se do gavião. Generoso, outorgou-lhes este a sua proteção, e foi as matando e comendo que era um regalo. Entregues sem defesa a desapiedado inimigo: Com, razão padecemos, dizem as pombas; quem nos mandou querer protetores?
MORALIDADE: Fujamos de protetores de ofício, especialmente quando são de conhecida avidez e perversidade; caro custa-nos tal proteção.

Presente de Deus


A quarenta anos atrás quando frequentava as missas ficava muito atento procurando entender a fundo tudo que o padre falava; então em um dterminado dia, em que no final da missa se faria batizados o Padre falava quanto a necessidade do batismo para que as crianças se tornassem Cristãs, pois só assim poderiam entrar no reino dos céus, senão iriam todas para o limbo.

Não me contendo pois não tinha ficado claro para mim a questão da necessidade de batismo e limbo, levantei a mão e perguntei “ - Padre, o que é o limbo, e se levado em consideração que só se começou a batizar depois da vinda do Cristo, e as crianças que nasceram antes foram todas para o limbo, ou ainda não existia o limbo?”, o padre me deu uma olhada, esboçou um sorriso, e disse ao publico, “ - ele é uma criança, temos que entender!”. Então todos cairam numa risada só. Fiquei extremamente frustrado e envergonhado, não tive a resposta a minhas dúvidas e ainda fiquei humilhado. Minha irmã que estava comigo, chegou em casa e contou do vexame que passei, o que fiquei mais triste ainda.

Em uma segunda ocasião, na época de pentescostes, o padre falava que os discipulos tinham recebido o Espirito Santo em forma de línguas de fogo, e que falavam línguas, e que todos compreendiam. O que como curioso que era, larguei outra pergunta; “- Padre, o que realmente os discipulos fizeram para receber o Espirito Santo, e o que nós, nos dias de hoje devemos fazer para receber o Espirito Santo também?'. O Padre de novo estampou um sorriso nos labios e disse de novo, “- é só uma criança devemos entender!”. O que como da outra vez todos riram em bom som, minha irmã de novo chegou em casa e contou a todos, que riram de mim outra vez.

Então envergonhado e desiludido, porque tinha dúvidas, as quais ninguém tinha solucionado para mim, fiz-me uma promessa que não mais perguntaria, mas que pesquisaria até encontrar as respostas que fossem lógicas e que retirassem as minhas dúvidas.

Ao longo de minha vida li e estudei muito, por dois anos fora o que mais lera livros da biblioteca onde estudava, no terceiro ano fora o segundo, e foi diminuindo minha ida a biblioteca porque o que me interessava já tinha lido tudo. Cresci, começei a trabalhar e comprar livros, de todos os generos que me chamava a atenção, de autores diferentes para confrontar suas ideias sobre o mesmo assunto, percebi então que de cada livro que lemos podemos aproveitar 10 por cento, quando o livro é bom, o mais é para justificar o investimento do leitor, são belas palavras que tem por objetivo cativar o leitor sem muito a esclarecer.

Agora que chegamos a este ponto posso dizer por dedução no que li, que o Deus que pregam todas as religões é de um Deus que castiga todo o ser humano que está em erro, e que todo aquele que sofre está sobre castigo Divino, que a felicidade não é deste mundo, estamos aqui para sofrer e pagar nossas dívidas, que aquele que não sofre e é bem aventurado neste mundo fez pacto com o Diabo para adquirir riqueza, ou que é Maçom e que teve que entregar alguém de sua família para o Diabo, ou é macumbeiro, ou em ultimo caso está roubando, é se é abastado e não dá aqueles que está a sua volta, não tem piedade, é cruel e quando morrer vai para o fundo do inferno. Balelas que tem mais por objetivo cativar devotos e angariar fundos a sua causa, existem excesães, mas são raras.

Podemos ver que foi criado ao longo do tempo uma politica do coitadinho, do sofredor, do servo fiel, como sendo o modo certo de se viver. Não é incentivado para que se tenha iniciativa, que se lute para vencer os obstáculos, para que se tenha sucesso, para que se aproveite as coisas boas e sadias da vida, que se entenda que vivemos na eternidade, que não devemos cristalizar nossa mente no tempo e no espaço, para que tenhamos um estado de espirito de bom ânimo, para que visualizemos todos os nossos irmãos como nascidos para o bem, para o belo, para a harmonia, para a fraternidade e igualdade de condições, em suma, que temos o direito de ser feliz, e o dever de promover a felicidade a outrem.

No meu ponto de vista Deus não castiga ninguém, não premia ninguém, não castiga ninguém, não salva ninguém; Deus dá condições plenas de fazermos o que quisermos, de e em nossas vidas, mas que devemos entender que nossas consciências ficarão pesadas com as injustiças que cometermos, esta sim premia e catiga, condena e salva.

Devemos entender que nossa felicidade depende de nós mesmos, ninguém é responsavel, não somos donos de ninguém, nem temos posse absoluta sobre alguém, viver junto, casar, ter filhos deve ser sempre um exercício de bem viver, onde a liberdade de expressão e de viver junto a nós deve ser uma benção e não uma obrigação, ou condição de cerceamento da livre expressão.

Quando chegamos a esta Terra nada truxemos, e quando daqui sairmos nada levaremos, a não ser os momentos de plena felicidade que vivemos ao lado de pessoas queridas, onde a liberdade, a beleza, e a harmonia do momento foi uma oração plena de louvores a Deus e ao homem ao qual somos.

Tenhamos certeza, que a inveja, o ódio, a intriga e principalmente o ciúme cria o próprio inferno na mente do homem, e que o respeito a liberdade de viver, a amizade, o companheirismo, a fraternidade e o amor entre homens e mulheres, quando não é um constrangimento da expresão indivudual, cria o paraiso aonde estivermos.

E para terminarmos, tem uma frase que acho muito interessante, e que vale como forma de pesar nossos pensamentos e nossas ações, “ não devemos esquecer que em qualquer lugar que estivermos, nós sempre vamos estar lá”. Ou seja aquilo que está em nosso intimo nos acompanha sempre, aqui ou em outro mundo; e isto pode ser o nosso Céu ou o nosso Inferno.

Então vivamos nossa vida presente como se ela fosse realmente um “Presente de Deus”, e podemos ter certeza, assim É!

Levi